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03 MITOS SOBRE O ACOLHIMENTO FAMILIAR

Quando se fala em acolhimento no lar de famílias acolhedoras, surgem inúmeras dúvidas e ideias preconcebidas a respeito do assunto. Essas dúvidas, por vezes, impedem a pessoa/família de solicitar o início da habilitação e consequentemente reduz as chances de uma criança e/ou adolescente ter a oportunidade de conviver no lar de uma família protetiva, durante o período de afastamento de sua família de origem.

No Brasil, ainda é pouco difundida essa modalidade de acolhimento, o que representa cerca de 5% de acolhidos morando em residências de famílias acolhedoras habilitadas. Essas ideias equivocadas e dúvidas, existem tanto por parte daqueles que pensam em acolher uma criança ou adolescente, como por parte de profissionais que ainda não tiveram experiência com esse tipo de serviço. Fato que pode interferir na mobilização de novas famílias, no atendimento aos acolhidos e no trabalho com as famílias de origem e extensa.

Mas, quais são os mitos mais comumente difundidos a respeito do acolhimento em família acolhedora? Listamos 03 destes mitos conforme descritos abaixo:

1- Acolher é uma forma de adotar

O acolhimento é uma medida protetiva e se caracteriza pela provisoriedade. A Vara da Infância expede um Termo de Guarda Provisório para que a família possa realizar os cuidados e encaminhamentos básicos da criança, como: matrícula escolar, cadastro na Unidade de Saúde, etc. A família acolhedora não pode solicitar a adoção da criança e/ou adolescente acolhido, pois ao contrário do acolhimento, a adoção se caracteriza pela constituição de família.

2 – É ruim para a criança se apegar à família acolhedora e vice-versa, pois eles terão que se despedir depois

O vínculo e o apego entre o acolhido e a família acolhedora são inevitáveis e devem ocorrer de forma saudável e protetiva, eles não devem ser encarados como uma preocupação ou como um problema no SFA, e sim como um benefício dessa modalidade de atendimento.

A questão importante é que as famílias que acolhem tenham clareza do seu papel ao ofertar cuidado temporário a crianças e/ou adolescentes que não são seus filhos e que voltarão para suas famílias de origem ou serão adotadas.

Logo, é comum e esperado que a família acolhedora se apegue e que possa sofrer ao final do acolhimento. E com um trabalho pautado no diálogo, no respeito e com bom acompanhamento e preparação, espera-se que apesar da dor da despedida se possa vivenciar a alegria da missão cumprida e os frutos de uma boa relação construída entre os envolvidos. 

3 – Apenas famílias tradicionais, com mãe, pai e filhos podem acolher

O SFA não se alicerça em um modelo único de família, mas sim na ideia que somos agentes sociais corresponsáveis por nossas crianças e adolescentes. A resposta sobre quem pode acolher é construída conjuntamente entre equipe técnica do serviço e interessados, em uma relação de honestidade, respeito e responsabilidade acerca das potencialidades e desafios que cada família poderá enfrentar ao acolher.

Famílias com diversos arranjos podem acolher: adultos sozinhos, casais, casais em relacionamento homoafetivo, adultos com ou sem filhos. É importante que a família tenha rede de apoio e disponibilidade para o acolhimento.

Gostaria de saber mais sobre o acolhimento familiar? Entre em contato conosco!

Fone: 27 98141-0281.

Fonte: familiaacolhedora.org