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O Serviço Família Acolhedora é uma política pública de apoio e proteção social especial à criança e ao adolescente. Trata-se de serviço de acolhimento familiar em que famílias cadastradas acolhem, em suas residências, crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar, quando sua família de origem se encontra impossibilitada de cumprir suas funções de cuidado e proteção.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial de Saúde e décadas de pesquisa em ciências sociais apontam que “ambientes institucionais podem limitar o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social de crianças separadas das famílias e colocadas em instituições, devido a uma estimulação ou motivação inadequada, à falta de um envolvimento ou contribuição consistente de cuidadores, à falta de reabilitação, além de outras privações”. Estima-se que a cada ano em que se encontra institucionalizada, ocorrem 04 (quatro) meses de atraso em seu desenvolvimento e severos déficits cognitivos.

Estudos da Neurociência destacam a importância de um ambiente familiar afetivo e estável como base para o desenvolvimento saudável ao longo da vida, pois o cuidado e a afetividade são fundamentais para a construção da subjetividade e o desenvolvimento das habilidades necessárias para a vida em comunidade. Essa construção da personalidade, do caráter e do modo de agir enquanto adulto, se dá sobretudo na primeira infância, período que compreende a faixa etária de 0 a 06 anos. Assim, uma primeira infância privada de nutrientes afetivos e estímulos ao desenvolvimento resulta em prejuízos que se estendem por toda a vida.

Por isso, o cuidado e o estímulo individualizado no ambiente familiar favorece o desenvolvimento cognitivo, reduz distúrbios psicológicos, aumenta a capacidade linguística, a criação de vínculos afetivos estáveis e o desenvolvimento físico e motor.

“A ideia de família acolhedora é propor uma nova vivência de família. Eu acolhi um de 3 anos, a quem foi preciso ensinar coisas simples, como dar tchau, dar beijo e abraço”.

Depoimento
Renata Alves Ribeiro, SFA

“A gente pensa que no acolhimento o vínculo é o problema, mas na verdade é a solução!”

Depoimento
Fabíola Alvez Ribeiro, SFA